XP segue otimista com Bolsa, mesmo após saída de gringos; veja os destaques da semana

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A XP manteve sua visão construtiva para o Ibovespa, mesmo após as saídas expressivas de capital estrangeiro em julho, causadas pela imposição de tarifas comerciais por Donald Trump.

A corretora segue avaliando a Bolsa brasileira como atrativa, com múltiplo de 8,5 vezes o lucro, e continua favorecendo ações de alta qualidade, ainda que tenha reduzido marginalmente o risco nas carteiras de Top Ações, Dividendos e Small Caps. O valor justo do índice permanece em 150 mil pontos.

Para agosto, a XP manteve inalterada a alocação entre as classes de ativos nas carteiras conservadora, moderada e sofisticada, ajustando apenas a duration da renda fixa prefixada de dois para três anos.

Oportunidade única

Cartão Legacy: muito além de um serviço

A corretora avalia que o atual ciclo de juros altos deve se estender por mais tempo, favorecendo os carregos nominais e reais da renda fixa. A recomendação é manter a disciplina diante das incertezas geopolíticas e macroeconômicas de curto prazo.

Inflação, juros e dólar: projeções da XP para a economia brasileira

No relatório macro mensal, a XP reduziu levemente a projeção da Selic terminal de 12,5% para 12%, mas ainda espera que o Banco Central só inicie os cortes em 2026. A estimativa para o IPCA no mesmo ano foi mantida em 4,5%, no limite superior da meta. A casa também ajustou sua projeção para o déficit em conta corrente, incorporando revisões do Banco Central nas séries históricas.

O cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas e desaceleração do emprego nos EUA, provocou revisões nas expectativas de corte de juros em 2025. Ainda assim, a XP avalia que o ambiente atual pode abrir oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil, desde que o investidor esteja atento à gestão de riscos no curto prazo.

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Embraer e Itaú se destacam na temporada de resultados

A temporada de balanços trouxe números consistentes de grandes empresas brasileiras. O Itaú (ITUB4) reportou um lucro líquido recorrente de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre, reforçando sua posição sólida no setor financeiro. A Embraer (EMBR3) também surpreendeu positivamente, com Ebitda ajustado de US$ 246 milhões, enquanto a Vale (VALE3) apresentou um leve avanço, com Ebitda proforma de US$ 3,4 bilhões.

A XP destaca que o foco dos mercados passou do desempenho das empresas para os indicadores macroeconômicos, após a divulgação de dados que sugerem um esfriamento do mercado de trabalho norte-americano. Esse movimento reacendeu as discussões sobre a política monetária global e seus reflexos nos ativos brasileiros.

Copom sinaliza juros altos por mais tempo e mercado ajusta expectativas

A ata da última reunião do Copom reforçou o compromisso com a política monetária contracionista, citando cinco vezes a expressão “período bastante prolongado” para manter a Selic elevada. A XP projeta que, no segundo semestre, a inflação ao consumidor continuará em queda, influenciada pela forte deflação no atacado.

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Esse posicionamento do Banco Central contribui para a estratégia da XP em manter as alocações conservadoras, privilegiando títulos prefixados com maior duration. A recomendação para o investidor é aproveitar os bons níveis de rendimento da renda fixa, sem abrir mão da diversificação e da gestão de risco.

BP faz maior descoberta de petróleo em 25 anos na Bacia de Santos

A britânica BP anunciou sua maior descoberta de óleo e gás das últimas duas décadas no Campo Bumerangue, a 404 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A reserva está localizada no pré-sal da Bacia de Santos, reforçando o potencial exploratório da região. O anúncio é considerado positivo, mas a produção ainda pode demorar anos, devido ao processo de delimitação e desenvolvimento do campo.

Para o mercado, a descoberta é um sinal de que o Brasil segue relevante no cenário energético global. Apesar disso, o impacto no curto prazo é limitado, e os investimentos no setor devem observar o ritmo da transição energética e os desafios regulatórios locais.

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