Trump e Putin falam em “progressos significativos” após cimeira. Novo encontro na calha

“Muito produtiva” e com “progressos significativos”. Foi desta forma que quer o Presidente dos EUA, Donald Trump, quer o seu homólogo russo, Vladimir Putin, classificaram o encontro de cerca de duas horas que realizaram esta sexta-feira numa base aérea norte-americana em Anchorage, no Alasca.

O chefe de Estado russo sublinhou que as negociações decorreram “de forma construtiva” e foram “bastante úteis”, esperando que “os entendimentos hoje alcançados possam conduzir a um acordo que permita pôr fim ao conflito”. E deixou um alerta: “para termos um acordo duradouro temos de eliminar as causas profundas do conflito”.

Putin disse ainda esperar que “o entendimento alcançado possa facilitar o caminho para um acordo que coloque um ponto final no conflito e que Kiev e as capitais europeias percebam este entendimento de forma construtiva e não tentem torpedear o que concordámos hoje”.

Antes, Putin tinha elogiado os esforços de Trump e disse que se fosse ele o Presidente dos EUA em 2022 não teria havido guerra na Ucrânia. O líder russo admitiu que as relações entre Moscovo e Washington se encontram “no ponto mais baixo desde a Guerra Fria” e salientou que é preciso alterar essa situação. Além da questão política, Putin mencionou ainda a importância de restabelecer as relações comerciais entre os dois países.

Donald Trump, por seu turno, assinalou ter sido uma “reunião muito produtiva”, indicando que “há alguns pontos que ainda não ficaram resolvidos”. Destes pontos, o líder norte-americano, referiu que “vários são de menor importância, mas um é muito importante. Talvez o principal”.

Trump frisou que foram feitos “grandes progressos hoje” e anunciou que irá telefonar ao Presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, bem como à NATO e a outros líderes que sejam relevantes neste assunto “para os pôr a par do que conseguimos hoje”.

Por fim, Trump disse esperar um novo encontro com Putin em breve, tendo o chefe de Estado russo retorquido: “desta vez em Moscovo”.