Petróleo sobe acima de 1%, negociação do ouro mantém-se estável

Tecnológicas pressionam Ásia com TSMC a perder mais de 4%. Futuros europeus cedem

Os índices asiáticos fecharam a sessão maioritariamente no vermelho, com as ações de cotadas da tecnologia a pressionarem, à medida que acompanharam as quedas registadas entre as suas congéneres norte-americanas, afetadas por preocupações com as avaliações destas empresas antes de importantes apresentações de resultados.

Entre os principais índices chineses, o Shanghai Composite escapou às perdas e subiu 0,82%. Já o Hang Seng de Hong Kong cedeu 0,030%. Pelo Japão, o Nikkei desvalorizou 1,26% e o Topix perdeu 0,59%. Quanto à Europa, os futuros seguem a ceder mais de 0,50% e apontam para uma abertura no vermelho.

O Índice MSCI Ásia-Pacífico chegou a perder até 1,1% e caminhou para a terceira perda diária consecutiva, com a TSMC (- 4,22%) e o Softbank (- 7,20%) a registarem das maiores quedas entre as cotadas do continente asiático. À medida que um “selloff” nas empresas tecnológicas pressionou a negociação, Taiwan liderou as quedas, com o principal índice do país a perder quase 3%. A Coreia do Sul, o Japão, Hong Kong e o Vietname também apresentaram perdas significativas.

O clima de aversão ao risco parece agora ter “invadido” os mercados antes do simpósio de Jackson Hole, com o presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Jerome Powell, a discursar na sexta-feira. Nesta linha, os “traders” estarão atentos a quaisquer sinais que possam indicar que o banco central norte-americano poderá avançar com um corte das taxas diretoras em breve.

Os investidores aguardam igualmente pelos resultados trimestrais da Nvidia na próxima semana para obter indicações sobre a saúde do “boom” da inteligência artificial, fator que tem vindo a impulsionar os ganhos das ações de tecnologia ao nível global. “Houve uma recuperação muito acentuada no tema da IA e alguma correção é saudável”, disse à Bloomberg Xin-Yao Ng, diretor de investimentos da Aberdeen Investments.

Entretanto, as ações da Nova Zelândia subiram depois de o banco central do país ter baixado a sua taxa de juro de referência em 25 pontos base. Pela Indonésia seguiram a mesma direção antes de uma decisão de política monetária.