
Quando a chuva cai sobre as paredes do palácio de Queluz, o pigmento que as reveste muda de cor, e o azul alegre e vivo transforma-se, aos poucos, lentamente, num azul cinzento, mais escuro, mais triste, mais poderoso. Como pingos de tinta permanente num mata-borrão, as manchas alastram-se, até ao ponto em que se fundem, cobrindo tudo, e o palácio transforma-se, parecendo outro.