
“Compromete a implementação da reposição do ciclo sedimentar, nos anos subsequentes ao ‘big shot’. Lembramos que o objetivo do ‘big shot’ não é o de ganhar tempo, mas antes o de iniciar o processo de reequilíbrio sedimentar, pelo que a implementação do ‘bypass’ não pode mais ser adiada”, sustentou Miguel Figueira.
Para o ativista, o argumento de cinco a sete anos, mencionado na carta do gabinete da ministra do Ambiente, nem sequer é aceitável.
“Em matéria de ambiente impõe-se um compromisso intergeracional. A APA [Agência Portuguesa do Ambiente] tem obrigação de implementar soluções de médio a longo prazo e adiar o projeto não é aceitável”, sustentou.
À Lusa, disse ainda que já apelaram ao envolvimento do presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, numa carta enviada na semana passada.
“Este é o primeiro passo, porque ele é o representante desta comunidade e, pelo peso político que tem, acreditamos que pode dar o seu contributo. Naturalmente, estamos também a prepararmo-nos para manifestar publicamente o nosso desagrado, com ações que considerarmos oportunas e mobilizando a comunidade para reagir ao que consideramos ser uma desonestidade, que nos volta a colocar numa situação de perigosidade absolutamente inaceitável”, concluiu.