José Luís Carneiro: “Sou muito corajoso e já dei provas disso”

José Luís Carneiro diz que não gosta de perder “nem a feijões”, e empolga-se quando fala dos tempos em que foi autarca em Baião e conseguiu feitos impressionantes, como reduzir drasticamente o abandono escolar ou garantir que toda a população tivesse médico de família. Foi, admite, o momento “mais feliz” até agora como político. O homem que toca vários instrumentos (do acordeão à bateria) gostava de ter sido jogador da bola, mas a mãe não o deixou, com medo das lesões. Seria um médio ofensivo, porque gosta de “marcar golos e distribuir jogo”. Sem ter tido uma carreira futebolística, criou equipas de futebol de cinco nos governos em que esteve como secretário de Estado das Comunidades, primeiro, e depois no Ministério da Administração Interna. Garante que é muito corajoso e tem histórias na diáspora que o provam. Sentiu a vocação “das missões” depois de ler, na adolescência, sobre um herói católico que trabalhou com leprosos. Mas o interesse pelos Estudos Africanos acabou por o levar para o Jornalismo. Hoje, lamenta que Luís Montenegro não o oiça, mas diz-se determinado a ajudar o PSD a não cair nas mãos do Chega. Isto, apesar de não dar como certa a viabilização do Orçamento do Estado para 2026: as leis laborais, a Saúde e a Segurança Social são os temas em que traça as suas linhas vermelhas. E, para quem tem pressa na definição do apoio a António José Seguro nas presidenciais, deixa um aviso: “Não vale a pena andarem, por portas e travessas, a tentar condicionar aquilo que o secretário-geral decidiu.”

Em que momento é que decidiu dedicar-se à política?
Desde os meus 14 anos que estive ligado a um grupo de jovens católico, que angariava apoios, fundos, para equipamentos, ações de solidariedade com os mais carenciados. E também para a realização de festivais de música popular e de música diversa.