Governo admite “alguma descoordenação momentânea” no combate aos incêndios

Segundo o secretário de Estado da Proteção Civil, o Governo tem dado “uma resposta positiva” perante os incêndios que assolam o País, mas admite que houve falhas, ao mesmo tempo que fala em “circunstâncias anormais”, como trovoadas secas e ventos convectivos.

Em entrevista à SIC Notícias, Rui Rocha sublinha que “não há memória” de um período tão prolongado de condições meteorológicas adversas, mas com a diminuição das temperaturas, a situação de alerta não será prolongada.

“São esses aspetos que nos levaram a não prolongar a situação de alerta, tendo também a consciência que já estamos num período prolongado e que também tem consequências do ponto de vista de algumas atividades que ficam condicionadas”, explicou.

Sobre os atrasos no auxílio, o ex-autarca de Ansião, que garante saber o que é “a aflição e o drama de ter chamas por todo o lado”, lembra que tem havido sempre em simultâneo “quatro ou cinco incêndios de grandes dimensões” que mobilizam milhares de operacionais ao mesmo tempo.

Rui Rocha reconhece, no entanto, que “possa haver alguma descoordenação momentânea” devido à “complexidade dos teatros de operações”:

Questionado sobre a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil só duas semanas depois de o País ter começado a arder, que tem valido duras críticas ao Governo, o secretário de Estado justificou que esse é “um mecanismo de último recurso” e lembrou que Bruxelas “não tem um lote de aeronaves que está disponível para distribuir” pelos Estados-membros.