
Europa no vermelho com inflação dos EUA e Alemanha em foco
As principais praças europeias estão a negociar em território negativo esta sexta-feira, num dia em que os investidores aguardam pela evolução da inflação nos EUA e na Alemanha – mas já se encontram a reagir a uma série de novos dados, como as vendas a retalho na maior economia europeia e a evolução dos preços em Espanha e França.
O Stoxx 600, “benchmark” para a negociação da região, recua 0,48% para 551,03 pontos, com a banca a registar o pior desempenho entre os seus pares. O setor está a ser pressionado pelas instituições financeiras do Reino Unido, com o HSBC e o Barclays a caírem entre 1,30% e 3,20%, depois de um “think tank” ter sugerido que o país poderia angariar milhares de milhões de libras em receitas através de um imposto extraordinário sobre os bancos comerciais.
Os mercados europeus preparam-se para fechar o melhor mês de agosto desde 2021, impulsionados por uma época de contas resiliente e otimismo em torno de um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Esta sexta-feira, o Gabinete de Análise Económica (BEA) do país vai dar a conhecer a evolução do índice de preços das despesas pessoais de consumo (PCE) – conhecido por ser o indicador favorito da Reserva Federal (Fed) para medir a inflação – relativo a julho, que deve apontar para uma aceleração dos preços “core” nos EUA.
Pela Europa, os dados da inflação mostram caminhos distintos. Em Espanha, os preços mantiveram-se estáveis em agosto mas abaixo das expectativas, cifrando-se nos 2,7% já registados no mês anterior. Por sua vez, em França, a inflação continua a afastar-se cada vez mais da meta estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE), ao desacelerar de 1% para 0,9%. A esta hora, o espanhol IBEX cai 0,74% e o francês CAC-40 cede 0,62%.
Entre as principais movimentações de mercado, a Remy Cointreau cai 1,54% para 53,80 euros, isto apesar de a empresa francesa de bebidas espirituais ter aumentado as suas perspetivas para o resto do ano, prevendo um menor impacto das tarifas da administração Trump nas suas contas.
Nos restantes resultados por praças, o alemão DAX recua 0,54%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,34%, enquanto o holandês AEX desliza 0,35% e o britânico FTSE 100 cede 0,28%. As perdas na Alemanha acontecem no seguimento de novos dados económicos, com as vendas a retalho no país a cair de forma abrupta em julho.