Não sendo uma alternativa para todos os negócios, o teletrabalho resulta em muitas empresas, especialmente nas tecnológicas. Apesar disso, o desempenhar de funções longe do escritório, onde não se é diretamente visto, intensificou um problema, que a Coinbase precisou de resolver.
A Coinbase é uma das maiores e mais conhecidas corretoras de criptomoedas do mundo, reunindo mais de 100 milhões de utilizadores. Uma vez que o negócio permite, a empresa é apologista do trabalho remoto, admitindo até que o prefere em detrimento do presencial.
Apesar disso, o diretor-executivo, Brian Armstrong, afirmou que os crescimento de hackers da Coreia do Norte forçou a empresa a fazer alterações, uma vez que estes têm tentado aproveitar a sua política de trabalho remoto para conseguir emprego e, dessa forma, ter acesso aos sistemas sensíveis da bolsa de criptomoedas.
Embora a Coinbase trabalhe com as autoridades policiais, Armstrong disse que a ameaça não para de crescer, conforme citado pelo Business Insider.
Parece que há 500 novas pessoas a formarem-se a cada trimestre em algum tipo de escola que eles têm – esse é o trabalho deles.
Disse Armstrong a John Collison, cofundador e presidente do fornecedor de pagamentos online Stripe, num episódio do podcast Cheeky Pint do segundo.
Coinbase faz avaliação presencial dos funcionários
Perante este cenário, a empresa viu-se obrigada a exigir que todos os trabalhadores se desloquem aos Estados Unidos para uma avaliação presencial, e qualquer pessoa com acesso a sistemas confidenciais deve ter cidadania americana e submeter-se à recolha de impressões digitais.
Além disso, conforme partilhado por Armstrong, a Coinbase exige que os potenciais funcionários liguem a sua câmara durante as entrevistas “para provar que não são [Inteligência Artificial]” ou que não estão a ser treinados.
Parece que a prova de presença física vai tornar-se mais importante num mundo de [Inteligência Artificial], deepfakes, apenas riscos mais altos para todo esse tipo de crime cibernético, onde, de uma forma estranha, tu vês certas áreas em que o trabalho remoto retrocede.
Por fim, o diretor-executivo partilhou que os riscos de segurança levaram a Coinbase a criar um suporte ao cliente com sede nos Estados Unidos.
A par destas mudanças, a Coinbase conduziu esforços agressivos para deter ameaças internas a informações confidenciais. Em alguns casos, “agentes de ameaça” ofereceram centenas de milhares de dólares em subornos a agentes de atendimento ao cliente para fotografar informações confidenciais.
Para evitá-lo, a empresa não só começou a limitar as informações às quais os funcionários têm acesso, como deixa claras as consequências por aceder-lhes: “Quando apanhamos pessoas, não as mandamos embora, elas vão para a prisão”.
Segundo o diretor-executivo, “tentamos deixar bem claro que estão a destruir o resto da sua vida ao fazer isso, mesmo que pensem que é uma quantia de dinheiro que muda a vida, não vale a pena ir para a prisão”.
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