Autárquicas: Um dia na Lisboa de Alexandra Leitão

“Uma pessoa pode viver toda a vida numa cidade e não a conhecer.” A frase soa a cliché, mas há de fazer todo o sentido quando Alexandra Leitão a disser no carro, já atrasada a caminho dos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique, para fazer uma visita às suas instalações, onde ouvirá “se lá fora pinga, aqui dentro chove”, e almoçar um belo bitoque com ovo a cavalo e um divinal melão pele de sapo, cortesia de dona Maria Elisa, sempre a enviar mimos de Freixo de Espada à Cinta para o seu filho Flávio.

A candidata do PS tinha acabado de estar, pela primeira vez ,nos Sete Moinhos, um alto entre o do Carvalhão e o Senhor dos Terramotos que ainda hoje, mesmo depois de perder as lojas, as oficinas e os cafés que o animavam, lembra uma aldeia. Tinha visto uma gruta que por ali se chama de furna, um pátio com as cores da bandeira portuguesa onde houve um arraial no último S. João e uma grande piscina desmontável a pedir mergulhos apesar de ter ao lado um carro-sucata a pastar nas silvas e muito perto um esgoto a céu aberto. Tinha feito festas a gatos, hesitado entre os quintais (“estamos quase em casa das pessoas…”) e ouvido os anseios de moradores, pontuando as suas sugestões com uns “bem visto!”.

Proximidade É Tiago Nunes quem abraça a vizinha Sofia Cruz dos Santos, durante a visita aos Sete Moinhos, mas podia ser Alexandra Leitão