
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão com valorizações, lideradas pelos ganhos na Índia, com o índice BSE Sensex a avançar mais de 1%, impulsionado pelos planos do Governo do país para reduzir o imposto sobre o consumo. Já na China, os principais índices avançaram com os investidores a mostrarem-se otimistas com a diminuição das tensões comerciais entre Pequim e Washington. Os futuros europeus seguem a ganhar 0,2% a esta hora.
Entre os principais índices chineses, o Shanghai Composite avançou 0,67% e o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,16%. Pelo Japão, o Nikkei subiu 0,75% e o Topix pulou 0,40%.
O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que mesmo que a China continue a comprar petróleo produzido na Rússia, que a sua Administração não irá, para já, aumentar as tarifas sobre as importações de produtos provenientes do país, o que acabou por dar algum impulso ao sentimento dos investidores.
“Não creio que os investidores chineses onshore [os que aplicam dinheiro no mercado doméstico] acreditem plenamente que a recuperação continuará sem alguma melhoria no crescimento”, disse à Bloomberg Jason Lui, do BNP Paribas, acrescentando que a intervenção económica do Governo tem ajudado a reduzir a volatilidade das ações chinesas este ano.
Entre os movimentos do mercado, destacou-se a chinesa Alibaba e a japonesa Toyota. A tecnológica fechou a sessão com perdas de mais de 4%, enquanto a fabricante de automóveis subiu mais de 1,50%.
Os investidores viram-se agora para as negociações entre Trump e Zelensky esta segunda-feira. Além disso, esta semana as atenções estarão igualmente centradas no retiro anual da Reserva Federal (Fed) norte-americana em Jackson Hole, com o discurso do presidente do banco central, Jerome Powell, a prometer ser acompanhado de perto numa altura em que se espera que a Fed flexibilize os juros diretores do lado de lá do Atlântico já em setembro.