American Bitcoin: empresa apoiada por filhos de Donald Trump arranca em setembro

A American Bitcoin, empresa de criptomoedas apoiada por dois dos filhos do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, conseguiu o apoio de investidores em criptomoedas, bem como tradicionais, para começar a ser negociada na Nasdaq.



Ao longo da sua campanha e desde que assumiu as rédeas dos Estados Unidos, Donald Trump tem mostrado apoiar o mercado das criptomoedas.

Desde a criação de uma moeda com o seu nome, que disparou em valor, em janeiro, até ter decidido criar uma Reserva Estratégica para o país, em março.

Entretanto, agora, o nome Trump vai continuar a dar força ao mercado criptográfico, mas pela mão dos seus filhos: Eric Trump e Donald Trump Jr.

Filhos de Trump dão cartas no mundo das criptomoedas

Segundo um dos investidores da empresa, uma vez que a American Bitcoin conseguiu o apoio de investidores tradicionais e de criptomoedas para uma fusão totalmente baseada em ações, poderá começar, em breve, a ser negociada na Nasdaq.

A fusão da empresa não cotada com a Gryphon Digital Mining deverá ser finalizada em breve, e o objetivo é que comece a ser negociada logo no início de setembro, de acordo com Asher Genoot, diretor-executivo da Hut 8, que detém 80% da American Bitcoin.

Bitcoin

O cofundador da American Bitcoin, Eric Trump, o irmão Donald Trump Jr e a Hut 8 deterão, em conjunto, 98% da entidade recém-formada, que manterá o nome American Bitcoin e será negociada sob o código ABTC.

Conforme avançado, Tyler e Cameron Winklevoss, cofundadores da bolsa de criptomoedas Gemini, investiram na nova empresa.

Em vez de abrir o capital diretamente por meio de uma oferta pública inicial [em inglês, IPO], achamos que haveria muito mais vantagens em obter financiamento se tivéssemos uma empresa existente que já tivesse acesso a diferentes formas de financiamento.

Explicou Genoot, à Reuters, na conferência Bitcoin Asia, em Hong Kong, partilhando que a nova empresa acumulará a criptomoeda por meio de mineração e compra.

Além disso, esclareceu que a empresa American Bitcoin poderá adquirir participações em empresas fora dos Estados Unidos, de modo a dar às pessoas acesso a ativos de Bitcoin cotados em bolsa. Isto, porque, aparentemente, alguns investidores foram impedidos de comprar ações cotadas na Nasdaq.

A corroborá-lo está uma informação avançada pelo Financial Times, anteriormente, que dava conta de que a American Bitcoin procurava ativos criptográficos para comprar em Hong Kong e no Japão, por forma a expandir os seus negócios globais.