
Ásia recua e Softbank pressiona Japão. Futuros europeus avançam após reunião Trump-Zelensky
Os mercados financeiros negociaram num intervalo apertado, com as ações globais a manterem-se perto de máximos históricos, depois da reunião de Donald Trump com o Presidente da Ucrânia e líderes europeus ter terminado com um apelo para um encontro trilateral com a Rússia. E face aos novos desenvolvimentos no panorama geopolítico, os futuros dos índices europeus parecem estar a reagir positivamente, ainda que de forma contida, ao encontro desta segunda-feira na Casa Branca e seguem a avançar 0,2% a esta hora. Já pela Ásia, os índices japoneses mantiveram-se perto de máximos atingidos nas últimas sessões, apesar de terem recuado ligeiramente, enquanto as ações na China seguiram o mesmo caminho.
Entre os principais índices chineses, o Shanghai Composite cedeu 0,19% e o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,37%. Pelo Japão, o Nikkei cedeu 0,38% e o Topix manteve-se praticamente inalterado com uma desvalorização de 0,099%.
Entre os movimentos, os índices japoneses foram pressionados pela queda de mais de 4% do Softbank Group, depois de a empresa nipónica ter avançado que concordou investir até 2 mil milhões de dólares na Intel.
Até agora, os mercados mostraram-se cautelosamente otimistas em relação ao processo de paz na Ucrânia depois de Trump ter instado o seu homólogo russo, Vladimir Putin, a começar a planear uma cimeira com Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia.
E este cenário prepara o terreno para uma semana em que os investidores irão estar atentos a vários eventos, voltando-se, inclusive, para o Simpósio Anual de Política Económica da Reserva Federal (Fed) norte-americana em Jackson Hole, no Wyoming, que começa esta quinta-feira.
“O dinheiro está apenas à espera neste momento, até que surja um novo sinal para levar os mercados a novos máximos”, disse à Bloomberg Nick Twidale, da ATFX Global Markets. “Os investidores estavam a preparar-se para a volatilidade após as negociações, mas isso não aconteceu e, por isso, agora vão concentrar-se nas atualizações do banco central até ao final da semana, com grande foco na Fed”, acrescentou. Isto numa altura em que se continua a apostar que o banco central norte-americano venha a reduzir as taxas de juro em setembro.
Ainda pela região asiática, as ações indianas caíram depois de a Administração norte-americana ter decidido duplicar as tarifas sobre as importações do país sul-asiático para 50%.