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O dólar futuro (DOLFUT) — contrato que reflete negociações de compra ou venda da moeda comercial para uma data futura, com base na taxa de câmbio atual — renovou a mínima anual nesta semana, ao atingir 5.404 pontos.
No acumulado de agosto, o dólar futuro já recua 3,84%, enquanto no ano a desvalorização chega a 16,40%, com o contrato negociado a 5.434 pontos — cada 1.000 pontos equivalem a R$ 1,00.
Caso a semana se encerre no campo negativo, será a quarta consecutiva de perdas, reforçando a pressão para renovação das mínimas.
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Segundo o analista técnico da Clear Corretora Rafael Perretti, a força vendedora ganhou tração após a confirmação de rompimento no gráfico ajustado, que incorpora rolagem de contratos e variação de juros.
Esse movimento mantém a tendência de baixa em vigor. Já no gráfico sem ajuste, que mostra apenas o preço do ativo, ainda é preciso um fechamento consistente abaixo de R$ 5,40 para que se abra espaço rumo ao próximo suporte em R$ 5,26.
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Análise técnica dólar futuro
Atualmente, o ativo opera abaixo das médias móveis, todas inclinadas para baixo, reforçando a força vendedora e a possibilidade de seguir renovando fundos.
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A última vez que o dólar futuro esteve na região dos R$ 5,40 foi em março de 2024, o que reforça a relevância técnica deste patamar.
Para que o fluxo de baixa ganhe continuidade, é necessário romper a mínima do ano em 5.404 pontos, abrindo espaço para alvo inicial em 5.364/5.267 e, em movimentos mais longos, para 5.112/5.060.
Por outro lado, para que o ativo retome a alta, será preciso superar a resistência das médias móveis em 5.473/5.553,5.
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Caso essa barreira seja vencida, os próximos alvos estarão em 5.696,5/5.731, e, posteriormente, em 5.913 e na média de 200 períodos, próxima de 5.963 pontos.

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Fatores que influenciam o dólar
1. Pressão externa e perda de força global
O dólar segue enfraquecido no cenário internacional em 2025, movimento refletido no índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas.
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A queda é consistente ao longo do ano e decorre, em grande parte, da política protecionista do presidente Donald Trump.
As tarifas impostas pelos EUA tendem a desacelerar a economia e pressionar a inflação, reduzindo o apelo global da divisa.
2. Juros altos no Brasil atraem capital estrangeiro
Com a Selic em 15%, o Brasil mantém elevado diferencial de juros em relação aos Estados Unidos.
Esse cenário atrai investidores estrangeiros em busca de rendimento, aumenta a entrada de dólares no país e fortalece o real.
Caso o Federal Reserve reduza os juros, essa diferença se ampliará, reforçando ainda mais o fluxo para mercados emergentes como o brasileiro.
3. Risco fiscal no radar
Apesar de a dívida pública estar sob controle, a fragilidade das contas do governo brasileiro segue como fator de incerteza.
Um eventual descontrole fiscal poderia limitar a valorização do real e interromper a tendência de baixa do dólar.
Guias de análise técnica:
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.