O Spotify controla o mercado do streaming de música e tem seguido uma política de preços que muitos não concordam. Para mudar um pouco este cenário, surgem agora informações de que em breve podem surgir mais mudanças. O Spotify está a preparar-se para aumentar o preço das suas subscrições mais uma vez e esta passará a ser a estratégia da gigante do streaming de música.
Após congelar os seus preços durante um longo período, o Spotify integrou totalmente os aumentos regulares de preços para as suas subscrições na sua estratégia. Em Portugal, o último aumento é recente. Noutros países, foi a assinatura Pessoal que aumentou recentemente. Infelizmente, a ideia é que se esperem novos ajustes de preços.
Em entrevista ao Financial Times, o copresidente e diretor comercial do Spotify, Alex Norström, confirmou que são esperados novos aumentos de preços para os subscritores. “Os aumentos e ajustes de preços, entre outras coisas, fazem parte das nossas ferramentas de negócio e iremos implementá-los quando fizer sentido”, explica.
O Spotify sempre deu prioridade à conquista de novos utilizadores em detrimento da rentabilidade. Durante anos, o principal objetivo foi acumular subscritores, mesmo que isso significasse sacrificar as margens de lucro. Tudo mudou em 2022, quando a empresa começou a aumentar os preços. Isto resultou numa combinação de aumentos de preços e cortes de custos que valeu a pena: em 2024, pela primeira vez, o Spotify obteve lucro anual.
Embora os ajustes de preços sejam agora parte integrante do kit de ferramentas do Spotify, esta abordagem está longe de abrandar o seu crescimento. Está até a ajudar o serviço de streaming de música a ganhar quota de mercado. Apesar destes aumentos, os números continuam a fazer o Spotify sorrir. A empresa anunciou recentemente um impressionante crescimento de 12% relativamente ao ano anterior nos seus subscritores pagos, atingindo os 276 milhões . Os utilizadores ativos mensais não são exceção, com um aumento de 11%, para 696 milhões.
O grupo sueco não pretende ficar por aqui. Tem uma meta bastante ambiciosa em vista: ultrapassar a marca dos mil milhões de utilizadores. Para Alex Norström, este está longe de ser um sonho inalcançável, sobretudo tendo em conta que “pouco mais de 3% da população mundial paga pelo nosso serviço “. O potencial de expansão é, por isso, colossal.
A empresa estaria também a trabalhar em novas ofertas, como uma subscrição “superfã”, dirigida aos maiores fãs de artistas. Esta nova modalidade, que pode custar cerca de mais 6 dólares por mês, está em desenvolvimento. Há muitos anos que também se aguarda a chegada de um serviço sem perdas chamado Spotify HiFi ou Music Pro.