Energéticas atiram Europa para o vermelho. JDE Peet’s dispara 17% após proposta de aquisição

As principais praças europeias arrancaram a primeira sessão da semana, maioritariamente, em território negativo, num movimento de correção em relação aos ganhos de sexta-feira – data em que o “benchmark” para a negociação da região aproximou-se dos máximos históricos atingidos em março deste ano. Os índices do Velho Continente estão ainda a ser pressionados pela decisão da administração Trump de travar a construção de um grande projeto de parque eólico offshore na costa nordeste americana, apesar de este já estar 80% concluído.

A esta hora, o Stoxx 600 recua 0,20% para 560,16 pontos, depois de se ter aproximado dos 565 pontos na sexta-feira. O setor das “utilities” (água, luz e gás) é o que mais cai esta manhã, pressionado pelas desvalorizações da empresa dinamarquesa de energia renovável Orsted – dona do projeto Revolution Wind, travado agora por Donald Trump. 

A , tendo entretanto reduzido ligeiramente as perdas para 16,70%. Mesmo assim, as ações tocaram mínimos históricos, estando agora a negociar nas 178,35 coroas dinamarquesas. As perdas alastraram-se ainda à produtora de turbinas eólicas Vestas Wind Systems, que cai cerca de 4%, e chegaram a Portugal, com a EDP Renováveis a perder mais de 3%. 

Entre as restantes principais movimentações de mercado, a neerlandesa JDE Peet’s dispara 17,33% para 31,14 euros, atingindo máximos de setembro de 2022, depois de a Keurig Dr Pepper ter apresentado uma . A cotada fechou a última sessão com uma capitalização bolsista de 12,76 mil milhões de euros. 

Por sua vez, a francesa Valneva mergulha 25,43% para 3,76 euros, após a vacina da empresa para tratar uma doença provocada pela picada de mosquitos ter sido suspendida nos EUA. A decisão surgiu no seguimento de uma investigação, que apontou para efeitos colaterais adversos para pacientes mais velhos. 

Apesar das quedas desta segunda-feira, as ações europeias continuam a negociar muito próximas de máximos históricos. O Stoxx 600 já recuperou completamente das perdas abruptas registadas em abril, quando Donald Trump revelou ao mundo a sua estratégia comercial, com o “benchmark” a ser impulsionado pelos gastos previstos no setor da defesa e infraestuturas – e também por um certo otimismo em torno de tarifas menos penalizantes do que era inicialmente antecipado. 

Nas movimentações por praça, o alemão DAX desce 0,39%, o espanhol IBEX perde 0,31%, o francês CAC40 cai 0,63% e o neerlandês AEX recua 0,15%. Por sua vez, o italiano FTSEMIB está no verde e ganha 0,15%, num dia em que os mercados britânicos estão encerrados devido a um feriado local.